04 de dezembro, 2017
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Tereza Cruvinel: Tacla Duran põe dois conselhos na berlinda: os silenciosos CNJ e CNMP

Brasil 247: O advogado Tacla Duran falou a uma CPI do Congresso Nacional. Não foi entrevista ou postagem em rede social.  E falou coisas da maior gravidade sobre os métodos da Lava Jato, que não passariam em brancas nuvens num país observador do devido processo legal. Tacla Duran apontou várias condutas irregulares de procuradores da Lava Jato, o que exige um posicionamento do Conselho Nacional do Ministério Público, órgão de supervisão e controle do MPF.  Ele revelou que o advogado Zucolotto, padrinho de casamento do juiz Sérgio Moro, pediu R$ 5 milhões “por fora” para conseguir aliviar a multa que teria de pagar, se firmasse acordo com a Lava Jato. Isso exige um posicionamento do Conselho Nacional da Justiça, o CNJ, que existe para supervisionar o Poder Judiciário. Revelou ainda que dados do sistema de controle de propinas da Odebrecht  foram manipulados para atingir seletivamente algumas figuras.  Seu depoimento por videoconferência, ao longo de três horas, foi acompanhado por milhares de pessoas que esperam dos órgãos de controle mais do que declarações desqualificando Tacla Duran como foragido.

BRASIL 247 - Tereza Cruvinel,  Colunista do 247, é uma das mais respeitadas jornalistas políticas do País -  30/Nov/2017

Na verdade, Duran é um refugiado legal na Espanha, que não irá extraditá-lo. Só por isso está falando, ao contrário dos outros investigados e condenados da Lava Jato, que temem sofrer retaliações.  O que ele conta suscita perguntas incômodas aos homens da Lava Jato. Se Zucolotto pediu “por fora”, outros mediadores de delações também não pediram e levaram? Não seria este um padrão das negociações? Por que alguns, como o casal Monica e João Santana, conseguiram “salvar” uma parte de seus recursos.  As provas apresentadas por Duran devem começar a ser requisitadas por advogados de réus da Lava Jato, a começar pela defesa do ex-presidente Lula, a quem Moro já negou algumas vezes o pedido para que Duran fosse ouvido em seus processos. Já sabemos. Ele negará também o apensamento das provas apresentadas pelo “foragido”.
                
Acima do Moro, como juiz, e acima dos procuradores,  estão o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público. Se continuarem ignorando o que se passou hoje na CPI da JBS,  estarão reconhecendo a própria inutilidade.
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CPMI da JBS, Tacla Durán - Luiz Carlos Azenha, Publicado em 30/nov/2017 - VIOMUNDO: FALATÓRIO, VOCÊ ESCREVE: Em depoimento de mais de quatro horas, advogado Tacla Durán entrega os podres da Lava Jato; CPI quer ouvir compadre de Moro; reveja a íntegra - 30/nov/2017 às 13h32

Da Redação: Em depoimento de mais de quatro horas à CPI da JBS e J&F, o advogado Rodrigo Tacla Durán fez várias revelações bombásticas, confirmando informações publicadas antes em várias fontes, inclusive aqui mesmo no Viomundo.

Ex-prestador de serviços do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, Durán é considerado foragido pela Justiça brasileira.

Uma tentativa de extraditá-lo da Espanha — país do qual ele tem cidadania — fracassou.

A principal acusação de Durán é de que o compadre do juiz Sergio Moro, Carlos Zucolotto, teria pedido a ele um pagamento de U$ 5 milhões para reduzir de U$ 15 mi para U$ 5 mi a multa que ele, Durán, teria de pagar se fechasse acordo de delação premiada no Brasil... continua: acesse o link aqui !


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