20 de novembro, 2017
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SAMU 192: aprovado pela população, mas, por baixo dos panos, desprezado por muitos políticos...

O tipo de serviço prestado pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi idealizado na França em 1986 “Service d'Aide Médicale d'Urgence — que faz uso da mesma sigla "SAMU" — e lá, é considerado por especialistas como o melhor do mundo.

No Brasil, como a maior parte da mídia só trabalha com notícias negativas em relação a saúde – o SAMU é citado esporadicamente e de passagem nas matérias Mas o que a mídia explora mesmo são os problemas como: ambulâncias paradas, falta de médicos, prefeituras que não querem mais prestar esse tipo de serviço.

Mas o que explica isso? Como pode um trabalho direcionado para o momento mais crítico na vida do ser humano – onde a rapidez do atendimento significa salvar vidas e simplesmente tem governador e prefeitos que não consideram isso primordial. 

Avaré, interior de SP, a 270 km. da capital. O SAMU existe desde 29/out/2011 inaugurado pelo então Ministro da Saúde, Alexandre Padilha (foto abaixo) seria para atender 17 municípios de fazem parte da região denominada Colegiado Vale do Jurumirim sendo Avaré a cidade mais populosa e com mais recursos na saúde, é sede desta regional. Mas logo no seu início, dois municípios que mais gastam com o carnaval, Águas de Santa Barbara e Piraju, não quiseram o SAMU em razão dos custos.

Ao longo desse tempo, surgiram boatos que o SAMU iria acabar em nossa região. E por que? O maior problema é verba, pois os municípios não priorizam este trabalho e deixam de cumprir com sua parte nas despesas e até mesmo contratação de profissionais, e o pior ainda é a falta de médicos. Sem contar ainda que no estado de SP o governo estadual, comandando pelo PSDB há mais de 20 anos, não faz parte do SAMU e por isso o custo de cada município que seria de 25% acaba sendo 50% e o restante do governo federal. 

As prefeituras tem verbas para tantas questões não tão prioritárias: festas, aluguéis as vezes desnecessários, RH sem controle (horas extras, gratificações e cargos comissionados), etc... e de repente uma despesa de R$ 20 a 30 mil por mês, dependendo do tamanho do município, os prefeitos alegam que não tem recursos. E quanto vale as vidas que ficam desamparadas??? Tem preço?

Foto: 29/out/2011 inauguração do SAMU Avaré-SP pelo então Ministro da Saúde, Alexandre Padilha

Apresentamos aqui uma coletânea de matérias sobre o SAMU. Pois não é possível que a população não tenha consciência do que representa este trabalho e o risco de ficar sem ele – por omissão pública dos gestores municipais.
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Leia também

Avaré/ SP: Trabalhador fica gravemente ferido a 6 metros de altura; equipes de socorro de Avaré têm trabalho com o resgate – Jornal Sudoeste Paulista 16/11/2017 • 21:14:43

O pedreiro estava trabalhando na chaminé do telhado num sobrado, quando sofreu uma queda e ficou imobilizado na laje forro da casa. O resgate foi um trabalho conjunto do Corpo de Bombeiros e SAMU... continua - acesse o link aqui !

 

 

 

 

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DENÚNCIAS: Governo do estado de São Paulo não põe um centavo no SAMU/192 - por Conceição Lemes * no Jornal do Nassif 19/nov/2017

SAMU 192: boicote e omissão do governo de SP (PSDB há mais de 20 anos) se justifica dizendo que já existia o serviço de socorro dos bombeiros por isso não precisa do SAMU. Entretanto, os bombeiros só existe nas cidades maiores. Ao contrário, o SAMU que tem o serviço para todas as cidades, independente do tamanho. E um serviço pode complementar o outro (como acontece onde existem os dois).

A matéria do VIOMUNDO é de jul/2010 - somente os dados estatísticos estão desatualizados, pois a essência da denúncia prevalece: SAMU 192 aprovado pela população, mas, por baixo dos panos, desprezado por muitos políticos! Maior confirmação disso não existe!  (,,,) 
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Para especialista, sistema 192 precisa ser repactuado - Correio Braziliense 23/03/2017

"Não consigo imaginar o País sem esse serviço. Com todas as falhas, ainda é um sistema que salva vidas", disse...  

Como os equipamentos são caros e a mão de obra, especializada, o Samu foi concebido para atuar regionalmente, com os municípios de maior porte apoiando os menores.

Para o médico Antônio Onimaru, ex-consultor técnico do Ministério da Saúde na Coordenação Geral de Urgência e Emergência e atual coordenador do Samu regional de Ourinhos, desde que foi criado, há 13 anos, o Samu se tornou a principal "porta da entrada" do cidadão no sistema de saúde. "Não consigo imaginar o País sem esse serviço. Com todas as falhas, ainda é um sistema que salva vidas." 

Ele vê, no entanto, necessidade de "repactuar" o serviço 192. Como os equipamentos são caros e a mão de obra, especializada, o Samu foi concebido para atuar regionalmente, com os municípios de maior porte apoiando os menores. Os custos são per capita e rateados conforme a população atendida. 

"O problema é que um grande número de municípios está inadimplente e isso causa um desequilíbrio no conjunto", disse Onimaru. "Há necessidade urgente de nova discussão com o Ministério da Saúde e gestores no Estado. Se o Samu deixar de existir, a população terá sérios prejuízos." 
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Crise faz cidades de SP deixarem Samu e manter ambulâncias paradas - Correio Braziliense 23/03/2017

Em 2016, o Samu atendeu 11 mil chamadas, resultando em 7,3 mil atendimentos efetivos 
 
Sobre a cobrança dos municípios, o Estado alegou investimento desde 1989 no Grau. "Não foi o governo do Estado que não aderiu o Samu. Foi o governo federal que não aderiu ao que já existia."

"Há dois anos, fui fechado na Avenida Barão de Tatuí (Sorocaba) e entrei num poste. Eles chegaram em 3 minutos. A rapidez do Samu me salvou." O relato do leiturista Pablo Gregori Ferrari, de 37 anos, mostra a relevância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), responsável pelo atendimento de 81,2% dos casos de urgência em 391 municípios do Estado de São Paulo. Mas, agora, queda na arrecadação faz com que prefeituras deixem ambulâncias paradas e até abandonem o serviço.

Em 2016, o Samu atendeu 11 mil chamadas, resultando em 7,3 mil atendimentos efetivos. Segundo estimativas de gestores do serviço em 5 das 17 regionais paulistas, um de cada cinco municípios está inadimplente ou com ambulâncias paradas por falta de manutenção. As prefeituras reclamam do alto custo e cobram mais participação de Estado e do governo federal.

No dia 7, a prefeitura de Pindamonhangaba, por exemplo, saiu do consórcio que gerenciava o Samu na região do Vale do Paraíba, deixando para trás uma dívida de R$ 2 milhões. A base operacional foi desativada e os 30 funcionários, desligados. "Estamos realinhando os custos para manter os serviços sem prejuízo no atendimento", disse o prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB), presidente do consórcio.

Já os 13 municípios que integram o consórcio de Ourinhos chegaram a discutir o fechamento do Samu no ano passado, em razão da inadimplência, conforme o prefeito Lucas Pocay (PSD). "Várias prefeituras, até Ourinhos, estavam com parcelas do rateio em atraso. Tivemos de fazer uma readequação, com a troca da coordenação regional, e hoje a situação continua difícil, mas em dia." 

Sobre a cobrança dos municípios, o Estado alegou investimento desde 1989 no Grau. "Não foi o governo do Estado que não aderiu o Samu. Foi o governo federal que não aderiu ao que já existia."

Motolâncias: Em Campinas, as nove motolâncias - veículos de socorro mais rápidos que levam os socorristas até a ocorrência - estão paradas desde 2014. Também estão fora de uso 20 das 24 ambulâncias por falta de condições para rodar. A prefeitura informou que outras seis viaturas devem entrar em operação nos próximos dias e aguarda a reposição da frota pelo Ministério da Saúde. Foi aberta a contratação de operadores para as ambulâncias, mas sem prazo.

Na região de Sorocaba, de 12 municípios previstos, 4 desistiram de integrar o Samu. De acordo com a prefeitura de Sorocaba, gestora do sistema, entre os oito que ficaram alguns já apontaram que estão tendo dificuldades para manter o serviço, mesmo não participando do rateio das despesas da central de regulação. "Há um déficit de cinco médicos, 1 enfermeiro e 16 telefonistas para completar a escala nas funções, o que demanda horas extras e ajustes constantes", informou em nota.

Em Sumaré, das cinco ambulâncias, duas estão em manutenção. A prefeitura informou que a nova gestão, ao assumir em janeiro, encontrou os veículos abandonados na garagem e conseguiu uma parceria para consertar os veículos. A reportagem não conseguiu contato com a administração anterior.

Em Santos, a prefeitura alugou oito ambulâncias para substituir veículos que estão parados para manutenção. Apenas quatro viaturas da frota própria estão operando. "A prefeitura segue pleiteando o envio de novas viaturas pelo Ministério da Saúde, mas, desde o ano passado, registrou três recusas", informou em nota.
 
Em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, a prefeitura decretou calamidade financeira e o Samu foi afetado. Das cinco ambulâncias, duas estão paradas. Para piorar, uma auditoria do Ministério da Saúde constatou instalações inadequadas e precárias condições de trabalho. O repasse mensal de R$ 120 mil foi suspenso.
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