03 de setembro, 2017
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Jornal GGN: Advogado espanhol fez pagamentos a Rosangela Moro, por Luis Nassif

Viomundo DENÚNCIAS por Luis Nassif: Documento da Receita comprova pagamentos de Tacla Duran a Rosangela Moro e complica mais o juiz da Lava Jato. PS Viomundo: O GGN ficou fora do ar desde sábado à noite e domingo quase o dia inteiro. Está sofrendo ataque maciço que, coincidentemente, começou após o Luis Nassif postar este texto sobre o pagamento de Tacla Duran a Rosângela Moro. Viomundo 03/set/2017 às 22h57 - texto e fotomontagem capa. Atualizada em 04/set/2017 ás 17h04 vide link do DCM no final da matéria.

- PS do Jornal do Nassif por Marcelo Nassif: O meu site é um e o Jornal GGN do Luis Nassif é outro. Pois tem ocorrido de alguns leitores confundir matéria dele como minha - apenas eu reproduzo aqui, com o devido crédito e ressalto o nome e logo dele. O sobrenome é originário do Líbano, embora igual, que eu saiba, não somos parentes.

A nota da seção Radar, da Veja, mostrando página de um relatório da Receita Federal, de advogados que trabalharam para o escritório de Tacla Duran traz um complicador a mais para o juiz Sérgio Moro.

No dia 27 de agosto passado, a colunista Mônica Bérgamo revelou que o advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhava para a Odebrecht e está foragido na Espanha, acusou o primeiro amigo de Sergio Moro, Carlos Zucolotto Júnior, de tentar intermediar negociações paralelas com a Lava Jato.

Zucolotto e a senhora Sérgio Moro eram sócios em um escritório de advocacia.

Segundo Duran, haveria diminuição da multa e da pena que Duran deveria pagar, em um acordo de delação premiada, em troca de um pagamento que seria feito pelo caixa 2 para acertos com membros da Lava Jato.

Segundo Duran, a proposta de Zucolotto era alterar o regime de prisão em regime fechado para domiciliar e redução da multa para um terço do valor, ou seja US$ 5 milhões. A proposta teria sido feita no dia 27 de maio de 2016.

Moro respondeu através de uma nota:

O advogado Carlos Zucolotto Jr. é advogado sério e competente, atua na área trabalhista e não atua na área criminal;

O relato de que o advogado em questão teria tratado com o acusado foragido Rodrigo Tacla Duran sobre acordo de colaboração premiada é absolutamente falso;

Nenhum dos membros do Ministério Público Federal da força-tarefa em Curitiba confirmou qualquer contato do referido advogado sobre o referido assunto ou sobre qualquer outro porque de fato não ocorreu qualquer contato;

Rodrigo Tacla Duran não apresentou à jornalista responsável pela matéria qualquer prova de suas inverídicas afirmações e o seu relato não encontra apoio em nenhuma outra fonte;

Rodrigo Tacla Duran é acusado de lavagem de dinheiro de milhões de dólares e teve a sua prisão preventiva decretada por este julgador, tendo se refugiado na Espanha para fugir da ação da Justiça;


O advogado Carlos Zucolotto Jr. é meu amigo pessoal e lamento que o seu nome seja utilizado por um acusado foragido e em uma matéria jornalística irresponsável para denegrir-me; e

Lamenta-se o crédito dado pela jornalista ao relato falso de um acusado foragido, tendo ela sido alertada da falsidade por todas as pessoas citadas na matéria.

Há dois anos, em matéria no Conjur, Moro havia alegado que a sociedade da esposa com Zucolotto visava apenas a “partilha de honorários”, o que significa que não atuariam necessariamente no mesmo processo.

Agora, a informação da Veja traz um componente explosivo, que a revista tratou de amenizar, levantando apenas a consequência menos relevante do furo: o fato de Moro ter que se declarar impedido de julgar Duran:

O juiz Sergio Moro poderia ser impedido de julgar o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran não fosse o Ministério Público, que, estranhamente, ocultou uma resposta da Receita Federal que investigou o acusado.

Ora, tem muito mais coisa em jogo.

Vamos entender como a Receita age em circunstâncias semelhantes.

Um escritório de advocacia faz pagamentos a terceiros, outros escritórios ou advogados. A Receita resolve investigar. E o procedimento inicial é a DIRF (Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte), com a relação de todos os pagamentos efetuados pelo escritório.

A Receita vai até o escritório e pergunta porque pagou. O escritório explica. Seria para acompanhamento de uma ação ou para serviços a ou b. Aí a Receita vai até o prestador de serviços e confere se os serviços foram efetuados.

Se o nome da senhora Moro consta na DIRF, significa que o escritório Tacla Duran efetuou pagamentos ao escritório e aos advogados do escritório.

Ou seja, pagou a senhora Moro.

Aí se entra o território da especulação. Qual teria sido a razão para a investigação da Receita? Pode ser uma explicação mais simples, de conferir se Tacla efetivamente pagou Imposto de Renda. Pode ser explicação mais complexa, sobre a natureza dos trabalhos efetuados. Principalmente porque se sabe que a maior ocupação de Tacla era a de doleiro.

O fato dos procuradores da Lava Jato terem escondido o documento por dois anos permite toda sorte de elucubrações.

Se a Receita mandou o resultado há dois anos, significa que a investigação deve ter dois anos e meio, período em que Rosângela Moro sai do escritório. Ou seja, ela saiu quando recebeu sinais de que a Receita estaria investigando Zucolotto.

Em qualquer hipótese, os pagamentos se referem a fatos contemporâneos, quando a Odebrecht e o próprio Tacla Duran já estavam na mira da Lava Jato. E desmontam as versões de Moro sobre as relações do primeiro-amigo e da primeira-dama com o escritório de Tacla Duran.

Segundo a inocente explicação de Moro, Zucolotto teria sido contratado por Duran para tirar cópia de um processo em Curitiba.

Desde o início, estranhava-se que as delações ainda não tivessem chegado ao Judiciário. É possível que essa escrita seja quebrada com o fator Tacla Duran..

O advogado Santos Lima

Conforme anotou o leitor Francisco de Assis, nos comentários, entre os recebedores está o advogado Leonardo Guilherme dos Santos LIma, também do Paraná, e cujo sobrenome coincide com o do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima
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TIJOLAÇO: Luis Nassif, com GGN fora do ar, vai ao Youtube para falar de Moro, POR FERNANDO BRITO · 03/09/2017

Desde ontem (sábado 02/09/2017), o GGN, site que está sob ataque, e seu editor Luis Nassif foi ao Youtube para relatar o que apurou: que o ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran, que  acusa o compadre de Sérgio Moro, Carlos Zucolotto Jr. de ter pedido R$ 5 milhões para “aliviar” o pedido de condenação e multa que o Ministério Público faria ao magistrado, fez pagamentos à mulher do juiz curitibano.

O mais incrível é que Nassif nada mais faz que reproduzir uma nota que a Veja publica, sem maiores escândalos, reproduzindo documentos da Receita Federal que atestam o pagamento, que reproduzo em destaque acima, como abaixo reproduzo o vídeo do Nassif.

Recado do Nassif: o doleiro que fez pagamentos a Rosângela Moro - TV GGN - Publicado em 03/set/2017Como Tacla Duran manteve negócios não explicados como o primeiro amigo e a esposa de Sérgio Moro


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Leia também: 

Ué, Dr. Moro, delator vale contra Lula mas não contra seus amigos? por FERNANDO BRITO - 27/ago/2017 - TILOLAÇO:  A matéria da Folha, assinada por Monica Bergamo, dizendo que o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran, atualmente na Espanha, acusa o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de  casamento do juiz Sergio Moro de ter pedido R$ 5 milhões para “melhorar” – ou seja, reduzir – sua condenação e a multa de R$ 15 milhões.... continua - link no título da matéria..

Foto: O advogado Carlos Zucolotto Jr. (à esq.) com Sergio Moro, o vocalista do Skank, Samuel Rosa, e a esposa de Moro, Rosangela - show em Curitiba 19/ago/2017

Exclusivo: escritório de doleiro alegou sigilo profissional para negar à Receita informações sobre contrato com Rosângela Moro. Por Joaquim de Carvalho no DCM DIARIO DO CENTRO DO MUNDO -  04/set/2017

"(...) Quem acredita que Zucolotto foi contratado para ir ao fórum e fazer xerox de processo acredita em tudo. O mesmo raciocínio vale para Rosângela.

Será que a esposa do juiz apareceu na relação de pagamentos de um escritório que faz lavagem de dinheiro para fazer serviços que, a rigor, poderiam ser feitos por um estagiário?

Se o que se pretende é passar o Brasil a limpo, chegou a hora de investigar fatos que comprometem Sergio Moro..." continua, acesse aqui ou no título desta matéria.
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