17 de fevereiro, 2020

Governadores de 20 estados criticam Bolsonaro por não contribuir ‘para o avanço da democracia’

São Paulo – Carta de 20 governadores, de 11 partidos, divulgada nesta quarta-feira (17) responde ao presidente Jair Bolsonaro por ultrapassar os “limites institucionais”. O documento do Fórum Nacional de Governadores, assinado pela maioria dos 27 mandatários, critica a conduta de Bolsonaro por hostilizar o governador da Bahia, Rui Costa (PT), e por tentar impor uma política tributária sem respeitar o pacto federativo. 

RBA REDE BRASIL ATUAL - POLÍTICA, EQUILÍBRIO, SENSATEZ E DIÁLOGO - Por Redação RBA - Marcelo Camargo/ABR - Publicado 17/02/2020 - 18h43

“Recentes declarações do presidente da República Jair Bolsonaro confrontando Governadores, ora envolvendo a necessidade de reforma tributária, sem expressamente abordar o tema, mas apenas desafiando Governadores a reduzir impostos vitais para a sobrevivência dos Estados, ora se antecipando a investigações policiais para atribuir fatos graves à conduta das polícias e de seus Governadores, não contribuem para a evolução da democracia no Brasil”, diz a carta, que é assinada por:

Belivaldo Chagas, Sergipe (PSD);
Camilo Santana, Ceará (PT);
Eduardo Leite, Rio Grande do Sul (PSDB);
Fátima Bezerra, Rio Grande do Norte (PT);
Flávio Dino, Maranhão (PCdoB);
Gladson Cameli, Acre (Progressistas);
Helder Barbalho, Pará (MDB);
Ibaneis Rocha, Distrito Federal (MDB);
João Azevêdo, Paraíba (Cidadania-PB);
João Doria, São Paulo (PSDB);
Paulo Câmara, Pernambuco (PSB);
Reinaldo Azambuja, Mato Grosso do Sul (PSDB);
Renan Filho, Alagoas (MDB);
Renato Casagrande, Espírito Santo (PSB);
Romeu Zema, Minas Gerais (Novo);
Rui Costa, Bahia (PT);
Waldez Góes, Amapá (PDT);
Wellington Dias, Piauí (PT);
Wilson Lima, Amazonas (PSC);
Wilson Witzel, Rio de Janeiro (PSC-RJ).


A manifestação rebate ataques de Bolsonaro a Rui Costa, devido à ação policial que resultou na morte de Adriano da Nóbrega. O presidente atacou o governador baiano e culpou a polícia daquele estado pela morte do ex-policial de elite, investigado por relações com a milícia no Rio de Janeiro e próximo da família Bolsonaro. “Quem é o responsável pela morte do capitão Adriano? PM da Bahia, do PT”, afirmou Bolsonaro, em evento no sábado (15).



Citando haver necessidade de “equilíbrio, sensatez e diálogo“, os chefes de Executivos estaduais convidam Bolsonaro para a reunião do Fórum Nacional de Governadores marcada para 14 de abril.

Não assinaram o texto: Antônio Denarium (Roraima, PSL), Carlos Moisés (Santa Catarina, PSL), Marcos Rocha (Rondônia, PSL), Mauro Carlesse (Tocantins, DEM), Mauro Mendes (Mato Grosso, DEM), Ratinho Júnior (Paraná, PSD) e Ronaldo Caiado (Goiás, DEM).
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