01 de junho, 2018
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A queda de Pedro Parente do PSDB: o pai do apagão, estava destruindo a Petrobrás

A trajetória de PEDRO PARENTE, ex-presidente da Petrobrás que se demitiu hoje, no dia exato que completava dois anos no cargo. Mas desde sua indicação, segundo fontes, por recomendação de FHC e na cota do PSDB na gestão golpista, o objetivo era claro: fatiar, vender e destruir a Petrobrás e seu patrimônio, em especial as reservas de petróleo do pré-sal. 

Imediato a sua indicação, a FUP Federação Única dos Petroleiros, em carta aberta ao Conselho da Petrobras, questionou a indicação dele, em razão do mesmo estar respondendo na justiça por improbidade administrativa. Existem ações contra ele, José Serra e Pedro Malam, que questionam a ajuda financeira aprovada por eles, via Banco Central, ao Banco Econômico S.A. em dez/1994, avaliada em R$ 2,9 bilhões o prejuízo, que se arrasta no STF desde 2002. 

Pedro Parente também foi responsável por uma política que provocou prejuízos de mais de US$ 1 bilhão à estatal, ao obrigar a Petrobras a assinar, em 2000, contratos de parceria com o setor privado para construção de usinas termoelétricas. A FUP lembra que Parente ocupou a presidência da Câmara de Gestão da Crise Energética, “o chamado ‘ministério do apagão”, de FHC.

Ou seja, o seu perfil foi ideal para essa destruição de uma das maiores petroleira do mundo, de extrema importância para o país. O seu objetivo - em parte foi concretizada, mas a greve dos caminhoneirose e, em seguida, dos petroleiros, acabou barrando sua trajetória e trazendo ao público os desmandos cometidos por ele. Por Marcelo Nassif - arte capa: Bira - arte Jornal do Nassif: Beto Almeida
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Petroleiros comemoram saída de Parente TIJOLAÇO por Fernando Brito em 01/junho/2018

Funcionários da Petrobras concentrados na porta da Refinaria Gabriel Passos, em Betim, comemoraram a notícia da demissão de Pedro Parente da presidência da empresa. , uma das reivindicações da categoria na greve abortada ontem, depois do acumpliciamento da Justiça ao governo, estabelecendo multas estratosféricas aos sincatos, cso a paralisação seguisse.

Como na época da ditadura, estamos chegando a um ponto em que notícias boas só se lê nos obituários “políticos”.

Aliás, para quem gostar de clima fúnebre, sugere-se assistir, neste momento, a programação da Globonews.

A defenestração de Parente é apenas mais um parágrafo em outro destes textos necrológicos: o de Michel Temer.
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Com Parente, caem os últimos resquícios de credibilidade de sua amiga Miriam Leitão - por Miguel Enriquez no DCM Diario do Centro do Mundo em 01/jun/2018 - foto: Abraço dos afogados: Miriam Leitão e Pedro Parente, presidente da Petrobras

Exatos dois anos depois de sua posse, no dia 1º de junho de 2016, Pedro Parente, não é mais o presidente da Petrobras.

Queridinho do mercado, fora apresentado como o homem providencial e o melhor gestor de crises de que o país dispunha, o executivo adequado para sanar a estatal, abalada pelo chamado Petrolão.

Entre os áulicos, ninguém superou a jornalista Miriam Leitão, a decana dos comentaristas de economia dos veículos do grupo Globo.

Há menos de três semanas, Miriam, que não tem o menor pudor em deixar-se fotografar em poses lânguidas ao lado de Parente, FHC e outros amigos, dedicou-lhe seu programa na GloboNews para uma espécie de egotrip.

“A Petrobras virou a página da sua pior crise, sem dúvida nenhuma, o que não quer dizer que a gente possa relaxar. Estamos seguindo um planejamento estratégico com muita disciplina. Por outro lado, temos que reconhecer que tem evidentemente o efeito do petróleo subindo. E como ele sobe, pode descer”, disse Parente, ante o olhar embevecido de Miriam.

Na ocasião, Parente revelou que todo o esforço na empresa estava dirigido para fazer os ajustes operacionais necessários, a renegociação para mudar o perfil da dívida e as melhoras na área de segurança, porque a Petrobras tem que ser lucrativa com o barril a US$ 35 ou a US$ 75.

“Como o preço do petróleo é cíclico, a gente faz bem de seguir a sabedoria, as lições da Bíblia”, afirmou. “Sete anos de bonança e depois sete anos de tempestade. Vamos durante a bonança nos preparar para a tempestade, fortalecendo a empresa e trabalhando no menor custo possível.”

Na ocasião, Parente comemorava o lucro de R$ 6,9 bilhões obtido pela Petrobras no primeiro trimestre e 2018, o primeiro após quatro de prejuízos. Um dos pilares desta mudança, expressada pela retomada da lucratividade, pontificou Miriam Leitão, é a não intervenção política.

“A Petrobras foi atingida por várias tempestades: a corrupção, os investimentos errados impostos à direção executiva, a manipulação de preços de derivados”, afirmou.” Que os próximos governantes aprendam as lições, bíblicas e laicas, sobre por que evitar a interferência na gestão.”

Outro ponto alto do programa, foi quando Parente reafirmou a intocabilidade da nova política de preços da estatal, com a prática de reajustes diários nos preços dos derivados, em função da alta das cotações internacionais, mesmo que estas disparem.

Parente ratificou essa política, sustentando que a Petrobras não determina os preços, pois esses são o resultado da oscilação da matéria-prima.

“Nunca vi ninguém falar que, quando sobe o preço do trigo, em algum momento alguém vai dizer ao padeiro ‘não suba o pão.’ Não é culpa do padeiro”, respondeu um Parente autossuficiente, seguro de que sua posição era imexível, imune às interferências políticas.

Para desgraça de Parente e Miriam, a Petrobras não é exatamente uma padaria. Monopolista num setor estratégico, não tem como escapar às pressões da sociedade. Foi o que constataram Parente e o governo Temer ao serem surpreendidos pela gigantesca mobilização dos caminhoneiros, sublevados contra os resultados de sua política de preços.

Parente aprendeu, à custa do seu emprego, que o presidente da Petrobras pode muito, mas não pode tudo. Bastaram 10 dias de uma greve, que instalou o caos em todo o país, para a casa cair.

Mas não chorem por Parente, que em seus bons momentos chegou a ser cogitado como o candidato capaz de unir as forças de centro direita à presidência da República.

Ele já tem um emprego garantido na BRF, onde ocupa a presidência do Conselho de Administração, função que pode acumular com a presidência executiva.

E Miriam? Continuará no lugar de sempre, defendendo as causas de sempre, por mais impopulares e equivocadas que sejam.

Youtube: Miriam Leitão entrevista Pedro Parente sobre a recuperação da Petrobras, Geopolítica e Royalties - Publicado em 13 de mai de 2018

O Programa Globo News Miriam Leitão, exibido em 10 de maio de 2018, conta com a presença do atual Presidente da Petrobrás Pedro Parente, que fala sobre a recente recuperação da Petrobrás que parece finalmente ter saído do fundo do poço, graças a mudanças de regulação, uma gestão competente e uma subida crescente da cotação internacional do Petróleo. Eles também discutem sobre recentes eventos geopolíticos, tensões no Oriente Médio e suas repercussões nos preços do mercado. \

Por fim, Parente fala que está prevista uma alta nos royalties do Petróleo a partir de meados 2018, e afirma esperar que os Governos Estaduais e Municipais recebedores de royalties, em especial o Rio de Janeiro, sejam mais responsáveis dessa vez.
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Presidente da Petrobras foi o ministro do “apagão” elétrico durante governo FHC - por Carta Campinas em sexta-feira, 25/maio/2018 08:44 PM 

O atual presidente da Petrobras, Pedro Parente, que está levando o Brasil ao caos com sua política neoliberal sobre o preço dos combustíveis, é o mesmo que levou o Brasil ao apagão em 2001. É um gestor que cumpre à risca o receituário neoliberal.

Em 2001. Pedro Parente era ministro de Minas e Energias do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (FHC) e levou o país ao apagão elétrico. “Hoje, como presidente da Petrobras, levou o Brasil ao apagão de combustíveis”, disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

O apagão elétrico foi uma crise nacional ocorrida no Brasil, que afetou o fornecimento e distribuição de energia elétrica. Todo mundo teve de economizar energia elétrica. Ocorreu entre 1 de julho de 2001 e 19 de fevereiro de 2002, durante o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso.

A crise foi causada por falta de planejamento, privatização e falta de investimentos em geração de energia e receituário neoliberal, sem qualquer controle do Estado sobre o setor. O Brasil era força a fazer cortes forçados, ou blecautes, que foram apelidados de “apagões” pela imprensa. Pedro Parente foi o Ministro-chefe do apagão elétrico em 2001 e agora é o responsável pelo apagão dos combustíveis.
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Com Pedro Parente, governo interino pode 'causar estragos' à Petrobras, diz FUP por Eduardo Maretti, da RBA publicado 31/05/2016 15h56, última modificação 31/05/2016 16h03

Novo presidente da estatal brasileira do petróleo, aprovado por Conselho de Administração, é objeto de ação no STF por improbidade administrativa, mas pode comandar venda de ativos "a toque de caixa". 

FUP: iniciativa de grande magnitude, como leilão do pré-sal, é muito difícil para um governo interino viabilizar

São Paulo – A aprovação de Pedro Parente para presidir a Petrobras, em reunião extraordinária do Conselho de Administração (CA) da companhia na noite de ontem (30), demonstra, em primeiro lugar, que o conselho não tem independência do governo, como vinha apregoando. “Se tivesse, como dizia que tinha no governo Dilma, com certeza, Parente não seria referendado”, diz o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel. “Em segundo lugar, com ele volta todo o processo de privatização e entrega do patrimônio nacional pelos governos tucanos.”

Segundo a FUP, Pedro Parente, ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso, foi responsável por uma política que provocou prejuízos de mais de US$ 1 bilhão à estatal, ao obrigar a Petrobras a assinar, entre 2000 e 2003, contratos de parceria com o setor privado para construção de usinas termoelétricas.  A federação lembra que Parente ocupou a presidência da Câmara de Gestão da Crise Energética, “o chamado ‘ministério do apagão”, de FHC.

Objetivamente, de acordo com Rangel, o fato de o governo Michel Temer ser interino não quer dizer que ele não possa fazer “estragos” na estatal. “Pelo simples fato de ser interino, se tivesse juízo, ele não mexeria no comando de uma empresa com as particularidades da Petrobras neste momento. Deveria esperar o final do processo (de impeachment) para fazer alguma mudança. Mas até o final de agosto ou setembro dá para fazer um estrago muito grande na companhia”, afirma.

Segundo o dirigente, uma iniciativa de grande magnitude, como um leilão do pré-sal, é muito difícil para um governo interino viabilizar, já que depende de um processo que tem tramitação complexa. “Mas colocar alguns ativos à venda, eles podem fazer isso da noite para o dia, até porque isso já vinha sendo estudado pelo Conselho de Administração.”

Rangel diz que, entre os ativos que podem ser vendidos “a toque de caixa” estariam, por exemplo, parte da BR Distribuidora, parte da empresa de logística Transpetro, e mesmo alguns campos de produção chamados campos maduros, tanto terrestres como marítimos. “Isso daria um baque significativo na companhia, ser for levado adiante.”

Há dois meses, o Supremo Tribunal Federal reabriu ações por improbidade administrativa contra três ministros de FHC: Pedro Malan (ex-ministro da Fazenda), José Serra (Planejamento) e o próprio Parente.

As ações questionam a ajuda financeira ao Banco Econômico S.A., em dezembro de 1994, avaliada em R$ 2,9 bilhões, pelo Banco Central, em ato vinculado ao Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer). Elas chegaram ao STF em 2002, mas o ministro Gilmar Mendes mandou arquivá-las em 2008. O MPF recorreu. Em 15 de março deste ano, a Primeira Turma do STF acatou recurso, determinando o desarquivamento das ações.

Em carta aberta enviada ao CA, datada de 22 de maio, a FUP questionou: “Como aceitar na presidência da Petrobras alguém que responde na Justiça a ação por improbidade administrativa?” .

O senador José Serra (PSDB-SP), hoje ministro das Relações Exteriores de Temer, é autor de projeto aprovado no Senado que seria, segundo a FUP, o início do fim do regime de partilha. O PL 4.567, que deriva do projeto de Serra, tramita na Câmara.

Segundo o dirigente da FUP, os petroleiros têm tido mais dificuldades de acesso a informações sobre o que se passa a partir do conselho desde que o representante da FUP, Deyvid Bacelar, foi derrotado pela nova conselheira Betânia Rodrigues Coutinho, no final de fevereiro. Embora representante dos trabalhadores no CA, ela afirma ter sido eleita sem apoio de sindicatos.

O fato de a aprovação de Parente ter se dado por oito votos a zero mostra que Betânia votou junto com todo o conselho.
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PERFIL: Com FHC, Pedro Parente foi o ‘ministro do apagão’ por CARLA ARAÚJO, O Estado de S.Paulo - em 20 Maio 2016 | 08h33

Durante o governo de FHC, ele foi secretário executivo do Ministério da Fazenda e ocupou três ministérios: Casa Civil, Planejamento e Minas e Energia - Parente tem 32 anos de experiência no setor público.

BRASÍLIA - Aos 63 anos, o carioca Pedro Parente já conhece bem os meandros da Presidência da República, com quem terá relacionamento estreito ao assumir o comando da estatal Petrobrás.

Entre 1999 e 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, ele foi secretário executivo do Ministério da Fazenda e ocupou três ministérios (Casa Civil, Planejamento e Minas e Energia). Na época, ficou conhecido como “ministro do apagão”, por ter coordenado a equipe que gerenciou a crise de energia que se instalou no País. 

Como ministro do Planejamento, Parente coordenou ainda, em 2002, a equipe de transição entre o governo FHC e o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Ao todo, somando sua passagem por outros ministérios e empresas públicas, Parente tem 32 anos de experiência no setor público. E os últimos 14, na iniciativa privada. Ao deixar o governo, em 2002, ele assumiu a presidência do grupo de mídia RBS e, em 2010, o comando da multinacional americana Bunge no País. 

Quando deixou o cargo, em 2014, ele disse à imprensa que tomou a decisão porque queria “mudar o foco para ter mais qualidade de vida”. Na época, pretendia se dedicar aos conselhos de administração de empresa e à Prada Assessoria, especializada na gestão de fortuna de mais de 20 famílias. A consultoria é sua e de sua mulher, Lucia Hauptman. Como conselheiro, Parente já atuou em empresas como Itaú, Banco do Brasil, TAM, Suzano e da própria Petrobrás. Hoje, é conselheiro na BM&F Bovespa. 

Formado em Engenharia Eletrônica, Parente iniciou a carreira no setor público no Banco do Brasil, em 1971. Dois anos depois, foi transferido para o Banco Central. Ele também já atuou como consultor do Fundo Monetário Internacional. 

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